STILLMOTO
1.O que significa para a vossa concessionária participar na VI edição do Honda Garage Dreams e o que vos motivou a inscreverem-se este ano?
Nas nossas participações anteriores, desfrutámos muito do processo de transformação: design, planeamento e execução. Este ano, com a Hornet e a ideia que tínhamos, sabíamos que voltaríamos a desfrutar do processo.
2. Como enfrentam o desafio da customização da moto nesta edição e que aspetos priorizaram no design?
Sempre há desafios, como o tempo disponível para realizar a moto ou o orçamento. Mas o grande desafio para todos os participantes é encontrar o equilíbrio entre a transformação e a futura comercialização da moto final (homologação, atratividade para o público, etc.).
3. O que inspira o conceito criativo da vossa proposta e que história ou mensagem pretendem transmitir com a moto?
A nossa inspiração baseia-se na Honda NS500 de Freddie Spencer, do início dos anos 80.
4. Que mensagem querem transmitir com a vossa moto?
Que talvez as linhas clássicas continuem a agradar mesmo às novas gerações.
5. Quantas pessoas participam no projeto, de que departamentos são e como foi feita a seleção?
Procurámos envolver todos os departamentos: peças para a obtenção de materiais, vendas para avaliar a viabilidade comercial do modelo e oficina para o design e execução do trabalho.
6. Esta edição conta com duas categorias. O que acham desta decisão e como acreditam que influencia a criatividade e a competitividade do concurso?
Achamos uma ótima ideia, pois desta forma o concurso é mais acessível para concessionárias que nunca participaram ou que talvez não disponham de muito tempo ou pessoal para fazer transformações complexas. Isto dá mais liberdade na edição Full.
7. Em que categoria ou categorias se inscreveram e porquê?
Inscrevemo-nos na categoria Full Edition, porque a nossa ideia não poderia cumprir as regras da categoria Genuine.
8. Consideram que a existência de duas categorias permite uma maior diversidade de estilos e abordagens nas motos apresentadas? Porquê?
Sim, pois desta forma as transformações são classificadas entre mais e menos complexas, e todos os concessionários têm opções de ganhar, incluindo os que têm menos tempo ou pessoal para desenvolver o projeto.
9. Que elementos acreditam que diferenciam a vossa moto das restantes propostas participantes nesta VI edição?
Desconhecemos totalmente o que os outros participantes irão fazer, mas mesmo que haja ideias semelhantes, o resultado final será sempre muito diferente.
10. Como avaliam a evolução do concurso Honda Garage Dreams desde as edições anteriores até à atual?
Como em tudo, a experiência conta. De uma edição para outra, há sempre pequenas mudanças que melhoram a experiência no concurso (sistema de votação, regras do concurso, avaliações, etc.).
11. Para finalizar, que expectativas têm em relação ao resultado do concurso e o que significaria para vocês vencer esta VI edição?
Tendo ganho há alguns anos, consideramos bastante difícil vencer novamente; no entanto, estamos a trabalhar com a mesma dedicação das edições anteriores para que a nossa moto seja digna da primeira posição.
LAST LAP
1. Agora que já levam semanas trabalhando na CB750 Hornet, como avaliam o progresso do projeto até agora?
O progresso tem sido muito bom, embora tenha sido um grande desafio e ainda tenhamos trabalho pela frente.
2. O que tem sido mais desafiador nesta fase de construção ou personalização?
No papel ou em fotomontagem tudo é muito mais fácil do que quando realmente é preciso aplicar as ideias num chassis. Já conhecíamos a dificuldade do projeto antes de o iniciar, mas foram surgindo várias complicações que se tornaram verdadeiros desafios para a equipa.
3. Vocês fizeram alguma mudança no design original do projeto desde que começaram? Por quê?
Sim. Por exemplo, tivemos de alterar a forma do depósito porque não estava em consonância com a ideia que queríamos transmitir.
4. Que novas técnicas ou soluções vocês incorporaram para melhorar a moto?
Realizámos o pavonamento de algumas peças, criação de peças em fibra de vidro, fabrico de casquilhos, reenvios, suportes de carenagem, bieletas de suspensão, fabrico de uma linha de escape, entre outros.
5. Nesta etapa, como está funcionando a colaboração da equipe e a coordenação com fornecedores ou especialistas externos?
É impossível levar este projeto adiante sem uma boa coordenação entre todos os envolvidos. Para conseguir desenvolvê-lo, é essencial que tudo funcione corretamente entre todos. No entanto, tanto nesta edição como nas anteriores, a dependência de fornecedores externos costuma representar um desafio em termos de prazos para o desenvolvimento do projeto.
6. Que aspetos do projeto vocês acreditam que mais surpreenderão o júri e o público quando virem a moto terminada?
Esperamos causar surpresa porque não se parece em nada com o que fizemos nas edições anteriores.
7. Vocês receberam algum feedback durante o concurso que tenha influenciado o projeto?
Conversámos com pessoas próximas e apaixonadas pelo mundo das motos e, ao mostrar-lhes uma fotomontagem do que queríamos fazer, deixaram claro que tínhamos de avançar com a ideia, sim ou sim. O facto de a ideia ter agradado tanto às pessoas ao nosso redor acabou por gerar ainda mais pressão na equipa para levar o conceito original ainda mais longe.
8. Se tivessem que priorizar um objetivo para as próximas semanas, qual seria e por quê?
Que o projeto nos deixe dormir à noite, sobreviver e terminar a tempo.
9. Durante esta fase de construção, aprenderam algo novo que gostariam de aplicar em projetos futuros?
Sim, aprendemos muito, mas o nome da nossa criação já diz tudo sobre futuros projetos como este: “LAST LAP”.
10. Olhando para a reta final do concurso, como se sentem em relação à concorrência e o que esperam do resultado?
Desconhecemos totalmente o que os nossos colegas estão a fazer, mas temos a certeza de que serão grandes criações. A cada ano o nível sobe e este ano não será exceção. Esperamos que a nossa moto consiga uma posição de acordo com o resultado, com o trabalho e com as dores de cabeça que nos deu.