MOTOTROFA
1. O que significa para o vosso concessionário participar na VI edição do Honda Garage Dreams e o que vos motivou a inscreverem-se este ano?
Para nós, representa voltar a participar num evento que marcou uma parte importante da nossa história. Toda a experiência vivida anteriormente foi muito positiva e enriquecedora para a nossa equipa, e esperamos poder reviver e renovar essas sensações mais uma vez nesta edição.
2. Como enfrentam o desafio da customização da moto nesta edição e que aspetos priorizaram no design?
O design da CB750 Hornet é muito específico. As suas linhas fortes, que se quebram de forma abrupta, as mudanças de direção bem marcadas e uma paleta de cores muito interessante tornam esta moto um verdadeiro desafio de personalização. A base é tão boa que impulsiona a imaginação para múltiplos conceitos possíveis, tornando o processo criativo ainda mais exigente.
3. O que inspira o conceito criativo da vossa proposta e que história ou mensagem pretendem transmitir com a moto?
Partimos de uma base que conquistou o coração de muitos aficionados do mundo motociclístico com a Fénix. Isso orienta o nosso conceito criativo para aquilo que sempre procuramos transmitir: autenticidade, impacto e fidelidade ao espírito Honda que corre nas nossas veias.
A Fénix representou superação, mas assumir esse legado implica também uma grande responsabilidade. O nosso objetivo é elevar esta nova criação ao mesmo patamar, através da inovação e do desenvolvimento, conscientes de que, a cada ano, os concorrentes estão mais fortes e apresentam transformações verdadeiramente impressionantes.
4. Que mensagem querem transmitir com a vossa moto?
Não escondemos a ambição de querer vencer. Repetir a vitória é o sonho de todos nós na MOTOTROFA.
No entanto, a mensagem principal vai além disso: a nossa Hornet Mugen, tal como a filosofia da Honda, guiou-nos a lutar por aquilo que ambicionamos, evoluindo e aprendendo ao longo do caminho.
A mensagem é simples e clara: acreditar no Poder dos Sonhos.
5. Quantas pessoas participam no projeto, de que departamentos são e como foi feita essa seleção?
Cerca de 20 pessoas estão envolvidas no projeto. De forma mais direta, o número é menor, mas todos contribuíram de alguma forma: desde o departamento comercial de motos novas e usadas, passando pela oficina, até à equipa de marketing.
Uma ideia, um parafuso bem apertado ou um simples contacto foram, muitas vezes, decisivos para que tudo se concretizasse. O esforço e a visão são coletivos; somos uma equipa e acreditamos que é nos pequenos detalhes que reside a diferença.
6. Esta edição conta com duas categorias. O que acham desta decisão e como acreditam que influencia a criatividade e a competitividade do concurso?
Acreditamos que a introdução de uma nova categoria menos restritiva fomenta a inovação, projetos mais ambiciosos e novos patamares de criatividade. Ao longo da história do desporto motorizado, muitos grandes avanços surgiram quando houve “luz verde” para novas soluções.
O engenho, a audácia e as possibilidades que esta edição oferece impulsionam uma nova fase de crescimento para o Honda Garage Dreams e reforçam o prestígio da marca Honda.
7. Em que categoria ou categorias se inscreveram e porquê?
Decidimos participar na categoria Full Edition, por ser aquela que melhor representa dois pilares fundamentais para nós: criatividade e desenvolvimento. Não pode existir uma sem a outra, e quisemos trabalhar com o máximo de possibilidades em aberto.
Reconhecemos, no entanto, que esses mesmos valores são igualmente essenciais na categoria Genuine para alcançar resultados de excelência.
8. Consideram que a existência de duas categorias permite uma maior diversidade de estilos e abordagens nas motos apresentadas? Porquê?
Acreditamos que sim. As diferentes possibilidades de cada categoria vão proporcionar propostas muito interessantes de acompanhar. A liberdade de escolha permitirá o surgimento de ideias inéditas e interpretações distintas, elevando o nível global do concurso.
Além disso, as limitações orçamentais e de componentes na categoria Genuine irão, sem dúvida, desafiar mentes criativas a encontrar soluções engenhosas e eficientes.
9. Que elementos acreditam que diferenciam a vossa moto das restantes propostas participantes nesta VI edição?
Nunca foi nossa intenção quebrar o espírito original da CB750 Hornet. O nosso objetivo foi elevá-la, explorar ao máximo as suas virtudes e potenciar os seus pontos fortes, através de alterações com um propósito real e funcional para o utilizador.
O nosso princípio orientador foi claro: que a forma siga a função, e não o contrário. Cada componente foi pensado ao detalhe para criar algo único — uma daily commuter equilibrada, capaz de se transformar numa verdadeira arma de pista quando necessário.
Um cordeiro em pele de lobo… ou, neste caso, uma vespa com alma de falcão.
10. Como avaliam a evolução do concurso Honda Garage Dreams desde as edições anteriores até à atual?
Tem sido extraordinário acompanhar a evolução deste concurso. Desde o início demonstrou o enorme potencial e a qualidade das concessionárias ibéricas, mas edição após edição o nível tem subido de forma notável.
Foi precisamente esse crescimento que nos motivou a regressar: competir e medir forças com os melhores da Península Ibérica.
11. Para finalizar, que expectativas têm em relação ao resultado do concurso e o que significaria para vocês vencer esta VI edição?
As expectativas são elevadas. Acreditamos que é essa mentalidade que nos leva a trabalhar com ainda mais dedicação e energia. A possibilidade de nos tornarmos bicampeões é, naturalmente, um enorme motivo de ambição e orgulho.
Contudo, reconhecemos com humildade o talento e a elevada qualidade de todos os participantes, algo que tem sido uma constante em todas as edições.
Todos entramos em competição com o objetivo de vencer, mas poder partilhar este palco e apreciar a visão e o trabalho de cada equipa é, por si só, um privilégio.
É com este espírito que encaramos esta edição. Independentemente do resultado final, competir ao mais alto nível já é uma vitória.
Boa sorte a todos!
MUGEN
1. Agora que já passaram várias semanas a trabalhar na CB750 Hornet, como avaliam o progresso do projeto até agora?
O progresso tem sido intenso e extremamente gratificante. Desde o primeiro dia, sentimos que esta moto tinha potencial para algo verdadeiramente especial e agora, semanas depois, começamos finalmente a ver essa visão ganhar forma real. Cada componente que transformamos aproxima-nos mais do conceito que idealizámos: uma Hornet com identidade própria, com alma e com atitude. Não é apenas evolução técnica, é uma construção emocional, onde cada detalhe conta uma história.
2. O que tem sido mais desafiante nesta fase de construção ou personalização?
O maior desafio tem sido encontrar o equilíbrio perfeito entre estética e performance. Queremos criar algo visualmente impactante, mas que ao mesmo tempo respeite e até eleve o comportamento dinâmico da moto. Há também o desafio constante de sair da zona de conforto, de reinventar soluções e de não cair no óbvio. É nesse ponto que o projeto realmente cresce, quando decidimos arriscar e ir mais além.
3. Fizeram alguma alteração no design original do projeto desde que começaram? Porquê?
Sim, inevitavelmente o projeto evoluiu. À medida que começámos a trabalhar diretamente sobre a moto, percebemos que algumas ideias iniciais podiam ser levadas ainda mais longe. Houve ajustes no design para melhorar a fluidez das linhas e reforçar a personalidade da moto e da Honda. Este processo é muito orgânico, não se trata de seguir um plano rígido, mas sim de ouvir a moto e adaptar o conceito para alcançar algo mais autêntico e impactante.
4. Que novas técnicas ou soluções incorporaram para melhorar a moto?
Este projeto tem sido também um laboratório de inovação para nós. Incorporámos novas abordagens ao nível de fabrico e acabamento, explorando técnicas que nos permitem maior precisão e personalização. Apostámos em soluções que combinam tecnologia com trabalho artesanal, porque acreditamos que é nessa fusão que nasce algo verdadeiramente único. Cada peça foi pensada não só para encaixar, mas para contribuir para uma experiência global mais intensa.
5. Nesta etapa, como está a funcionar a colaboração da equipa e a coordenação com fornecedores ou especialistas externos?
A colaboração tem sido um dos pilares do projeto. Trabalhar em equipa é essencial para transformar uma visão ambiciosa em realidade, e sentimos que todos estão completamente alinhados com o objetivo final. Temos a sorte de ter a melhor equipa do mundo, que representa bem o espírito da marca Honda. A comunicação com fornecedores e parceiros também tem sido fundamental, há uma troca constante de ideias, conhecimento e soluções. Este espírito de colaboração eleva o projeto e dá-lhe uma dimensão ainda mais rica.
6. Que aspetos do projeto acham que irão surpreender mais o júri e o público quando virem a moto terminada?
Acreditamos que o que mais vai surpreender será a coerência do conjunto, a forma como todos os elementos se unem para criar algo forte, equilibrado e inesperado. Não se trata apenas de um detalhe ou de uma peça específica, mas da sensação geral que a moto transmite. Queremos que, ao vê-la, as pessoas sintam impacto imediato… e depois, ao olhar mais de perto, descubram camadas de detalhe e intenção. É essa combinação entre emoção e precisão que esperamos que marque verdadeiramente.
7. Receberam algum feedback durante o concurso que tenha influenciado o vosso projeto?
Sim, temos recebido algum feedback ao longo do processo, e valorizamos bastante essa troca. Mais do que alterar radicalmente o rumo do projeto, esse feedback serviu como validação de algumas escolhas e como estímulo para elevar ainda mais o nível de detalhe. No fundo, ajudou-nos a afinar a nossa visão, não a mudá-la. Mantivemo-nos fiéis ao conceito, mas ainda mais exigentes na sua execução.
8. Se tivessem de priorizar um objetivo para as próximas semanas, qual seria e porquê?
O nosso foco total está agora na perfeição dos detalhes finais. Nesta fase, são os pequenos pormenores que fazem toda a diferença entre um bom projeto e algo verdadeiramente memorável. Queremos garantir que cada linha, cada acabamento e cada elemento transmite exatamente aquilo que idealizámos. É a fase onde tudo se consolida, onde a emoção do conceito se transforma numa peça única e irrepreensível.
9. Durante esta fase de construção, aprenderam algo novo que gostariam de aplicar em futuros projetos?
Sem dúvida. Cada projeto é uma oportunidade de evolução, e este não foi exceção. Explorámos novas formas de abordar a personalização, tanto ao nível técnico como criativo. Mais do que técnicas específicas, levamos connosco uma mentalidade ainda mais aberta à experimentação e à inovação. Aprendemos que os limites estão muitas vezes apenas na forma como pensamos e isso vai influenciar fortemente tudo o que fizermos daqui para a frente.
10. Olhando para a reta final do concurso, como se sentem em relação à concorrência e o que esperam do resultado?
Sentimos um enorme respeito pela concorrência, sabemos que o nível é altíssimo e isso só valoriza ainda mais o desafio. Ao mesmo tempo, estamos confiantes no nosso trabalho e na identidade que conseguimos criar. Já tivemos a honra de vencer uma edição anterior, e isso dá-nos ainda mais responsabilidade para superar expectativas. Mais do que o resultado final, queremos deixar uma marca forte, algo que seja lembrado. Se conseguirmos isso, então já vencemos de certa forma.